domingo, 29 de junho de 2008
DIALÉTICA: INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Esse texto é fruto de reflexões sobre a temática da inclusão e da exclusão, provocadas pelo convívio com o Lapeade/ UFRJ (Laboratório de Pesquisa, Estudos e Apoio à Participação e à Diversidade em Educação, da Universidade Federal do Rio de Janeiro) coordenado pela professora Mônica Santos:
A escola é um espaço de inclusão. Quando aprendemos a ler, nos incluímos no universo das letras. Quando estudamos, nos incluímos no universo do conhecimento humano. Quando compartilhamos a sala de aula com colegas, estamos nos incluindo num espaço social e de experiências coletivas em relação à diversidade.
Então, mas como lidar com essa diversidade dentro da escola? A educação, por natureza, é um mecanismo de inclusão social. Mas as relações humanas na escola refletem o que acontece na sociedade, e na escola também encontramos situações de exclusão.
Falar em exclusão é abrir uma discussão muita ampla. Exclusão envolve questões culturais, sociais, políticas e econômicas.
Em nível macro-político, os países da América Latina, África e parte do continente asiático são considerados excluídos na globalização em relação aos países economicamente desenvolvidos: os Estados Unidos, Japão e os países da União Européia. O maior exemplo disso é a hegemonia dos Estados Unidos atualmente, cujas lideranças políticas submetem o restante do planeta a situações de humilhação política em função de seu poder econômico e militar.
Vivemos numa sociedade capitalista, e no capitalismo são os excluídos que sustentam o sistema.
Quando se fala em exclusão, nós podemos fazer referência à questão do papel da mulher na sociedade, à questão do racismo, à questão GLBTT, à questão da diversidade religiosa, à questão do trabalho escravo, à questão dos portadores de necessidades especiais. Uma série de assuntos que precisam ser debatidos dentro da escola, porque debater é um ato de inclusão. Mas principalmente quando se fala em exclusão estamos falando na questão do desemprego, da miséria, da situação das periferias do Rio de Janeiro, da juventude que não tem acesso à educação. Ou então quando tem acesso a educação não é da mesma qualidade que aquela recebida pelo estudante que tem uma situação econômica melhor.
É exclusão também quando a criança, ao invés de estudar, trabalha. É exclusão quando um jovem chega ao fim do ensino médio, e desiste de entrar na universidade, do vestibular, por ter um acúmulo deficiências ao longo da sua formação. Talvez o próprio vestibular seja um processo de exclusão.
É exclusão quando se fala em violência, que está diretamente relacionada à pobreza e às desigualdades sociais.
A Revolução Vicentina é uma célula do movimento estudantil que ergue a bandeira ideológica “Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente”, e nasceu a partir do objetivo de tornar a juventude do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi protagonista, fazê-la sair do papel passivo, através das atividades do Grêmio Estudantil.
Participar do Grêmio é incluir-se politicamente no Colégio.
Concluindo, a atual gestão assume publicamente dois compromissos: o primeiro, de ajudar a construir uma escola melhor através do combate a qualquer situação de preconceito dentro do colégio. E o segundo, de lutar por uma sociedade mais justa e ganhar cada vez mais jovens para esta causa.
Viviane de Sales -Diretora de Políticas Educacionais do Grêmio Estudantil
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